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Os Microempreendedores Individuais (MEI) responderam por 78% de todas as empresas abertas no Brasil em 2026, segundo levantamento do Sebrae com base em dados da Receita Federal. É o novo recorde de um movimento que já vinha crescendo: o MEI continua sendo, disparado, a porta de entrada mais usada pra formalizar um negócio no país.
Os Microempreendedores Individuais (MEI) responderam por 78% de todas as empresas abertas no Brasil em 2026, segundo levantamento do Sebrae com base em dados da Receita Federal. É o novo recorde de um movimento que já vinha crescendo: o MEI continua sendo, disparado, a porta de entrada mais usada pra formalizar um negócio no país.
Os números por trás do recorde
- O Brasil ultrapassou 2 milhões de novos CNPJs abertos em 2026 — 95% deles são pequenos negócios (MEI, microempresa ou empresa de pequeno porte).
- Só entre janeiro e abril de 2026, foram mais de 1,59 milhão de novos MEIs — cerca de 15% a mais que no mesmo período de 2025.
- MEIs já são 78% de todas as empresas abertas neste ano, considerando o total de novos registros.
Importante não confundir dois números diferentes: 78% é a fatia do MEI entre as empresas abertas em 2026 (o fluxo de novos registros). Já em relação ao total de empresas ativas no Brasil — todo o estoque acumulado, não só as novas —, a proporção de MEI está em 46,2%. São recortes diferentes do mesmo fenômeno.
Por setor: onde o MEI mais cresce
Entre janeiro e abril de 2026, o setor de Serviços concentrou mais de 1 milhão de novos registros de MEI, seguido por:
- Comércio — 298,7 mil novos MEIs.
- Indústria — 139,5 mil novos MEIs.
- Construção — 115,6 mil novos MEIs.
- Agropecuária — 10,8 mil novos MEIs.
Entre as atividades individuais que mais formalizaram, lideram entrega (133,5 mil), transporte de cargas (121,6 mil), publicidade (98 mil) e serviços de beleza (91,6 mil).
Por que o MEI lidera a abertura de empresas
A explicação de sempre continua valendo: menos burocracia, abertura gratuita e praticamente instantânea, e um imposto mensal fixo (o DAS) que cabe no orçamento de quem está começando. Pra quem presta serviço, vende por conta própria ou complementa renda, o MEI segue sendo o caminho mais simples pra sair da informalidade.
O que fazer com essa informação
- Se você já fatura ou pretende faturar formalizado, o MEI continua sendo a porta de entrada mais rápida — desde que sua atividade esteja na lista permitida e o faturamento caiba no limite anual.
- Empresas que vendem pra MEI (fornecedores, plataformas, bancos) têm um público cada vez maior e mais formalizado para atender.
- Contadores e escritórios contábeis têm uma base crescente de MEIs precisando de orientação sobre DAS, declaração anual e, à frente, sobre a Reforma Tributária.
Perguntas frequentes sobre os 78% de MEIs abertos em 2026
78% das empresas abertas no Brasil são MEI. Isso quer dizer que a maioria das empresas ativas hoje é MEI?
Não exatamente. 78% é a fatia do MEI entre as empresas abertas em 2026 (o fluxo de novas aberturas). Considerando todas as empresas ativas no país — o estoque total, acumulado ao longo dos anos —, a proporção de MEI é de 46,2%. Ainda é a maior fatia, mas um número diferente do 78%.
MEI é a mesma coisa que microempresa (ME)?
Não. O MEI é uma categoria própria, com limite de faturamento anual menor e regras mais simples (um imposto fixo mensal, o DAS). A microempresa (ME) e a empresa de pequeno porte (EPP) têm faturamento maior e outras obrigações, geralmente dentro do Simples Nacional.
Onde esses dados são publicados oficialmente?
No Mapa de Empresas, plataforma do governo federal (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, em parceria com a Receita Federal) que reúne estatísticas mensais de abertura e fechamento de empresas no Brasil. O recorte específico dos 78% foi divulgado pelo Sebrae com base nesses dados da Receita Federal.
Esse crescimento do MEI tem relação com a Reforma Tributária?
Ainda não diretamente — o MEI segue no regime do Simples Nacional/SIMEI. Mas empresas do Simples (incluindo quem migrar de MEI pra ME no futuro) têm uma decisão sobre IBS e CBS a tomar a partir de 2027, o que vale acompanhar desde já.
Conteúdo educativo baseado em dados oficiais do governo federal e do Sebrae — não substitui consultoria contábil. Os números de 2026 refletem o período coberto pelas fontes citadas e podem ser atualizados em boletins seguintes.
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